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Goiânia proíbe estacionamento em vias estratégicas, mas medida enfrenta resistência e vandalismo

Desde a última segunda-feira (10/2), Goiânia implementou a proibição de estacionamento em 10 vias estratégicas da cidade, incluindo a Avenida Jamel Cecílio, Avenida 136, Avenida Mutirão e Avenida Castelo Branco. A medida, parte do Programa de Desobstrução de Vias Arteriais, visa abrir uma terceira faixa de circulação e melhorar a fluidez do trânsito. No entanto, a iniciativa tem enfrentado resistência de parte da população e até atos de vandalismo.

A Prefeitura de Goiânia informou que pelo menos 30 placas de sinalização, que indicavam a proibição de parar e estacionar, foram furtadas na região do Jardim Goiás, especialmente na Avenida Jamel Cecílio. Outras placas foram cobertas com sacos de lixo, dificultando a visibilidade das novas regras. Segundo a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), os furtos causaram um prejuízo estimado em R$ 9 mil aos cofres públicos. A administração municipal já trabalha para repor as sinalizações e identificar os responsáveis pelos atos de vandalismo.

Impacto no trânsito e fiscalização educativa
A proibição de estacionamento nas vias selecionadas também incluiu a remoção de pontos de táxis, caçambas de entulho e outros obstáculos, com o objetivo de garantir uma circulação mais fluida. Neste primeiro momento, a fiscalização tem caráter educativo, sem aplicação de multas. A prefeitura reforça que o foco é conscientizar os motoristas sobre as mudanças antes de iniciar a autuação dos infratores.

“Estamos sinalizando e orientando os condutores para que se adaptem à nova regra. O objetivo é melhorar a mobilidade urbana e a qualidade do trânsito na cidade”, destacou o secretário municipal.

Reações da população e comércio local
A medida, no entanto, tem gerado críticas, principalmente entre comerciantes, que temem prejuízos com a falta de vagas de estacionamento para clientes. Em resposta, a prefeitura afirmou que está investindo na revitalização da área azul para oferecer novas opções de estacionamento regulamentado nas regiões afetadas.

“Sabemos que nem todas as decisões são unânimes, mas buscamos equilibrar a necessidade de mobilidade com os interesses da população”, explicou o secretário.