Prefeito de Nerópolis já decidiu trocar parte da diretoria e o presidente, Flávio Freitas, mas o grupo resiste a largar o osso da companhia e, com base numa liminar da Justiça, se mantém como quer no comando da Codene: informações se tornaram “sigilosas”

Mediante a denúncia feita pelo vereador Hugo Gomes (PSDB) na sessão plenária da última segunda-feira (07), de que não haveria transparência na prestação de contas e no direito público ao acesso da ações da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Nerópolis, a Codene, o Portal Goiás decidiu conferir se as informações do parlamentar condiziam com a realidade.
“A transparência na Codene é zero”, disparou o parlamentar numa fala que poderia parecer exagero. Mas não é.
E o que foi encontrado é ainda pior do que o descrito na fala do vereador tucano. Isto porque em sua reclamação na Câmara Municipal Hugo Gomes disse que havia uma “limitação” no fornecimento das informações. Só que na tarde desta terça-feira (08), a limitação era total.
O site que cumpre o que rege a Lei de Acesso à Informação estava totalmente fora do ar. Nele não era possível colher nem mesmo os dados mais rudimentares sobre contratos e negociações realizadas pela diretoria da companhia.
RESISTÊNCIA
A população, portanto, está às cegas com o que acontece dentro da companhia que é 99,9% de posse dos neropolinos. O prefeito Dr. Luiz (Republicanos) já tomou a decisão administrativa de retirar os integrantes da atual diretoria e o presidente, Flávio Freitas.
O grupo, no entanto, não quer largar o osso: Flávio Freitas entrou com um pedido de suspensão da assembleia geral que garantiria a troca dos integrantes, promovendo uma mudança de ares da empresa mista. Mesmo a Prefeitura de Nerópolis, portanto a população, tendo 99,9% das ações da empresa (enquanto Flávio tem 0,1% concedidos pelo ex-prefeito Gil Tavares), uma decisão liminar suspendeu a reunião oficial a fim de promover as mudanças necessárias.