Com a permanência da atual diretoria da companhia, a gestão municipal não consegue promover mudanças nem mesmo para obrigar a empresa mista a prestar contas como espera a população e o Legislativo

O vereador Hugo Gomes (PSDB) cobrou mais transparência no serviço prestado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Nerópolis (Codene). O parlamentar diz estar estranhando o comportando da atual diretoria da empresa estatal, que tem apenas 0,1% que não pertence ao Município.
Recentemente, o presidente Flávio de Freitas entrou com ação na Justiça de Goiás para que não fosse destituído do cargo que ocupa. A atitude levantou suspeitas na observação do vereador. “Algo estranho acontece na Codene”, avaliou o parlamentar na sua fala na sessão da última segunda-feira (07).
Para ele, se é a vontade do gestor municipal promover mudanças, elas precisam acontecer.
“Afinal, temos de ver quem são essas empresas que têm contrato com a Codene. Eu sempre cobrei transparência, que inclusive é zero”, denuncia o parlamentar.
Gomes lançou até mesmo um desafio aos cidadãos neropolinos: tentar acessar algum dado sobre os contratos da companhia com as empresas. “Entra no portal e veja se você consegue visualizar os detalhes de algum contrato. Clica em qualquer coisa para ver se aparecer”, destaca o vereador que recorda que, em seus mandatos, sempre cobrou pelo “acesso livre” dos dados.
JUSTIÇA
Recentemente a juíza Roberta Wolpp Gonçalves concedeu decisão liminar impedindo a realização de uma assembleia geral a fim de dissolver a atual diretoria. O pedido foi feito pelo atual presidente da empresa, Flávio Júnior de Freitas que resiste a entregar o cargo.
Flávio Junior chegou a tentar negociar com a gestão municipal sua permanência “pelo menos até o fim do ano”. Segundo ele, com o objetivo de resolver “algumas coisas” internas. Mas ele não especificou o que demandaria a sua permanência na empresa.