
A rede municipal de saúde de Goiânia passou a ofertar, a partir desta sexta-feira (6), a inserção e retirada gratuita do implante contraceptivo subdérmico Implanon em 48 unidades de atenção primária da capital. O método, que utiliza o hormônio etonogestrel, é considerado de longa duração e será destinado a mulheres que integram grupos prioritários.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. De acordo com a pasta, nesta primeira etapa estão disponíveis cerca de 650 implantes.
O dispositivo é uma pequena haste flexível colocada sob a pele do braço e que libera hormônio continuamente, evitando a gravidez por um período prolongado. Segundo a secretaria, o método tem alto custo no sistema privado e passa a ser ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde no município.
Entre os grupos prioritários para receber o implante estão mulheres em situação de vulnerabilidade social ou econômica, vítimas de violência sexual ou doméstica, adolescentes, mulheres em situação de rua, mulheres negras, quilombolas ou indígenas. O método também poderá ser indicado para mulheres que vivem com HIV, com transtornos mentais ou deficiência intelectual grave, mulheres privadas de liberdade, trabalhadoras do sexo e mães com três filhos ou mais.