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Pecuária em Goiás registra queda no gado e no leite, enquanto piscicultura avança

Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam um cenário de contrastes para o setor pecuário em Goiás em 2024. Embora o Estado mantenha posições de destaque no ranking nacional, atividades tradicionais, como a bovinocultura e a produção leiteira, registraram retração, em contraponto ao crescimento acelerado da piscicultura, especialmente da tilápia.

O rebanho bovino goiano apresentou queda de 2,2%, totalizando 23,2 milhões de cabeças. Trata-se do segundo ano consecutivo de retração. Ainda assim, Goiás permanece como o terceiro maior detentor de gado do País, com 9,7% de participação nacional. No recorte municipal, Nova Crixás lidera com 772,8 mil cabeças, mesmo após redução de 3,6%. Outras quedas expressivas foram registradas em São Miguel do Araguaia (-9,7%), além de Porangatu, Caiapônia e Mineiros.

No setor leiteiro, o comportamento foi semelhante. A produção caiu 2,0%, somando 2,92 bilhões de litros, recuo mais intenso que o observado no período anterior. Orizona segue como principal produtor do Estado e ocupa a nona posição no ranking nacional, com 124,5 milhões de litros. Apesar da leve alta de 0,2%, o município perdeu posições no cenário brasileiro.