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Ex-secretário de Cultura de Goiânia, Zander Fábio é preso suspeito de desviar R$ 1,5 milhão

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (26), uma operação contra uma suposta associação criminosa investigada por desviar recursos públicos ligados à antiga gestão da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. Entre os presos está o ex-secretário municipal de Cultura, Zander Fábio, apontado pela investigação como um dos envolvidos no esquema.

A ação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) e teve como alvo agentes públicos e particulares suspeitos de participação no caso. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia.

A Justiça também autorizou medidas como quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, além da proibição de contratação com o poder público.

Segundo as investigações, o grupo teria criado empresas de fachada para receber recursos públicos por meio de contratações diretas, sem licitação. A suspeita é de que os contratos eram utilizados para simular prestação de serviços em eventos de exposição de carros antigos organizados por um clube da capital.

Zander fábio

De acordo com a Polícia Civil, pelo menos 41 operações de pagamento foram identificadas, somando mais de R$ 1,5 milhão. Os valores teriam sido destinados a empresas recém-criadas, sem estrutura operacional, histórico de atuação ou funcionários compatíveis com os serviços contratados.

Os investigadores apontam ainda que diversas transferências foram feitas no mesmo dia e com valores semelhantes, levantando suspeitas de movimentações coordenadas para ocultar o destino final do dinheiro. Em alguns casos, os endereços das empresas coincidiam com residências de pessoas ligadas aos investigados.

A apuração também indica que os supostos contratados mantinham relação direta com o clube responsável pelos eventos, incluindo familiares, amigos e integrantes da diretoria. Para a polícia, há indícios de que os contratos eram usados apenas como mecanismo para retirar recursos públicos dos cofres municipais.

Outro ponto investigado é o possível retorno do dinheiro para os próprios envolvidos, inclusive por meio do pagamento de despesas pessoais. A Polícia Civil afirma que o esquema funcionava de maneira estruturada, utilizando empresas e contratos para operacionalizar o desvio sistemático de recursos públicos.

A operação segue em andamento e os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos no caso.