
Uma adolescente de 15 anos está desaparecida há quatro dias após sair de casa sem que os pais percebessem, no Parque Industrial João Braz, na região Oeste de Goiânia. Raphaela Giovana Ferreira dos Santos foi vista pela última vez na noite de sexta-feira (31). Desde então, a família vive dias de angústia enquanto aguarda notícias sobre o paradeiro da jovem.
Em entrevista ao g1, a mãe da adolescente, Geandra Ferreira de Paiva, contou que viu a filha pela última vez antes de dormir. A televisão do quarto permanecia ligada e, por isso, acreditou que Raphaela ainda estivesse no cômodo. Na manhã de sábado (1º), ao chamá-la para ir à feira, percebeu que ela já não estava em casa.
“Ela esquentou a janta, jantou, meu esposo também jantou e deitou cedo. A gente pegou no sono porque os dias são cansativos. Eu não escutei ela saindo. A televisão dela estava ligada, ela com o celularzinho dela lá no quarto”, relatou ao g1.
Segundo Geandra, a adolescente saiu levando as chaves da residência e o celular. Raphaela possui diagnósticos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD), conforme relatório médico, e faz acompanhamento psiquiátrico no Centro de Atenção Psicossocial (Caps). A família aguarda a emissão do laudo definitivo.
A mãe afirmou ao g1 que a filha tem apresentado resistência em comparecer às consultas e que, nos últimos meses, a rotina da família foi completamente adaptada para oferecer mais segurança à adolescente.
Adolescente já foi vítima de cárcere privado
Ainda em entrevista ao g1, Geandra revelou que esta não é a primeira vez que Raphaela desaparece. No início deste ano, a jovem ficou oito dias desaparecida após ser levada por um homem que a manteve em cárcere privado.
De acordo com a mãe, Raphaela conseguiu pedir ajuda a uma amiga pelo Instagram utilizando uma televisão conectada à internet. A amiga acionou a família, permitindo que a adolescente fosse localizada.
“Quase morta, sem comer. Na casa não tinha nada. Era uma casa horrorosa, um mocó. Ele deixou ela lá à míngua, sem água e sem comida”, relembrou ao g1.
Mãe estranhou comportamento antes do desaparecimento
Na sexta-feira em que Raphaela desapareceu, Geandra permaneceu em casa devido a uma forte dor de cabeça. Mesmo doente, saiu para comprar carne para o almoço, preparado pela própria filha.
Ao longo do dia, percebeu que a adolescente passou bastante tempo arrumando o cabelo e fazendo maquiagem, comportamento que chamou sua atenção.
“Eu estranhei porque ela estava arrumando muito o cabelo, passando maquiagem”, contou ao g1.
Naquela noite, após o jantar, a família dormiu mais cedo. Como havia tomado um medicamento, Geandra afirma que teve um sono profundo e não percebeu quando a filha deixou a residência.