
A Justiça manteve a prisão preventiva da fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva durante audiência de custódia realizada na terça-feira (22), em Goiânia. Ela foi detida na segunda-feira (21), após a Polícia Civil identificar inicialmente sete pacientes que relataram complicações graves decorrentes de procedimentos estéticos. Os casos envolvem intervenções nas regiões íntima, facial, glútea e mamária.
Segundo a investigação, as pacientes relataram cortes, queimaduras, sangramentos, infecções, necrose, cicatrizes e perda de tecido. Em um dos casos, uma mulher afirmou que houve retirada de tecido além do autorizado durante um procedimento íntimo, com lesão na região do clitóris. A polícia também apura a realização de procedimentos invasivos e a prescrição ou fornecimento de medicamentos que, segundo os investigadores, teriam ultrapassado os limites da atuação profissional.
Além da prisão, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão: um na residência da investigada e dois em consultórios ligados a ela. Celulares, documentos e medicamentos foram recolhidos, incluindo produtos fora do prazo de validade. As autoridades também constataram que os locais não possuíam licença sanitária para funcionamento.
A corporação divulgou a imagem de Magda para tentar localizar outras possíveis vítimas. Pessoas que tenham realizado procedimentos com a fisioterapeuta e apresentado complicações são orientadas a procurar a polícia e apresentar documentos, exames, imagens ou outros materiais que possam auxiliar na investigação. O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 19ª Região informou ter instaurado procedimento administrativo e ético-disciplinar para apurar os fatos.