A descoberta de cinco corpos em diferentes pontos de São Paulo, em um intervalo de 28 dias, provocou especulações nas redes sociais sobre a possível atuação de um serial killer na capital paulista. A principal semelhança apontada pelos internautas é a forma como algumas das vítimas foram encontradas, dentro ou envoltas em sacos plásticos.
Apesar da repercussão, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que ainda não é possível estabelecer uma ligação entre os casos. As circunstâncias das mortes continuam sendo investigadas.
Casos ocorreram em diferentes regiões
O primeiro cadáver foi localizado em 5 de setembro, no Jabaquara, zona sul da cidade. Um grupo de garis encontrou o corpo durante a limpeza de uma via. A vítima estava dentro de um saco plástico e apresentava sinais de que havia sido amarrada.
A identidade ainda não havia sido confirmada, e a ocorrência ficou sob responsabilidade do 16º Distrito Policial, na Vila Clementino.
Cinco dias depois, em 10 de setembro, outros dois corpos foram encontrados na zona leste, em locais separados por menos de três quilômetros.
Um deles estava em um terreno na Rua Zenichi Sato, no bairro Colônia. O cadáver estava amarrado e coberto por um cobertor, enquanto a cabeça permanecia envolvida por sacos plásticos. A chuva dificultou a análise inicial e não foi possível determinar naquele momento sequer o sexo da vítima ou a existência de ferimentos.
O outro corpo foi localizado na Rua Osmano Ungaretti, na Vila Chuca. Tratava-se de uma mulher, encontrada dentro de um saco plástico e envolta em um cobertor. Havia ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo.
Os dois casos foram registrados no 53º Distrito Policial, no Parque do Carmo.
Corpo esquartejado teve identificação confirmada
O quarto caso ocorreu em 19 de setembro, no Jaçanã, zona norte. Diferentemente dos demais, o corpo havia sido esquartejado e colocado em várias sacolas plásticas antes de ser abandonado em uma área de difícil acesso.
Moradores encontraram partes do cadáver e acionaram a polícia. A vítima foi identificada posteriormente como Murilo Sanches dos Santos, que estava desaparecido.
A ocorrência foi encaminhada ao 73º Distrito Policial, responsável pela investigação.
Quinta vítima foi encontrada perto de centro de treinamento
O caso mais recente ocorreu em 2 de outubro, no Parque Ecológico do Tietê, na zona leste. O corpo de um homem foi localizado pela Polícia Militar dentro de um saco plástico, abandonado próximo a uma ciclovia da Via Parque.
A vítima estava com os braços e as pernas presos por fita adesiva. Até o momento, não havia sido identificada. O homem usava camiseta vermelha e calça de moletom cinza.
A análise inicial não apontou de imediato a causa da morte, mas um delegado que acompanhou a ocorrência identificou indícios de que se tratava de uma morte violenta.
Redes sociais levantam hipótese
A repetição de alguns elementos, como o uso de sacos plásticos e cobertores para ocultar os corpos, chamou a atenção de perfis dedicados a crimes reais. Usuários passaram a reunir informações sobre as ocorrências e levantar a hipótese de que os assassinatos poderiam ter relação.
A possibilidade de um serial killer, porém, não foi confirmada pelas autoridades.
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Delegado Nico Gonçalves, afirmou que ainda é prematuro estabelecer uma conexão entre os crimes ou apontar a existência de um assassino em série. Segundo ele, os casos permanecem sob investigação e as circunstâncias de cada morte ainda precisam ser esclarecidas.
Por: francesnews.com.br