Primeira conta bancária da criança exige cuidados dos pais; veja dicas
Com o Dia das Crianças, especialistas alertam para a importância de acompanhar o uso da conta e orientar os filhos sobre dinheiro e segurança digital
Foto: Divulgação
Com o Dia das Crianças se aproximando, a primeira conta bancária pode ser uma oportunidade para introduzir os filhos no universo financeiro e começar, desde cedo, a conversar sobre dinheiro, consumo e planejamento. A abertura da conta, no entanto, exige atenção dos pais e responsáveis, que devem conhecer as condições do serviço e acompanhar de perto sua utilização.
“A primeira conta bancária não deve ser apenas uma forma de dar dinheiro à criança. Ela é também o primeiro contato com responsabilidades financeiras. Por isso, antes de abrir a conta, os pais precisam entender as regras e, depois, acompanhar como ela está sendo utilizada. Sem orientação, aquilo que deveria ser uma ferramenta de educação financeira pode se transformar em uma porta para golpes e prejuízos”, afirma o advogado especialista em direito do consumidor bancário e presidente da ABRADEB, Raimundo Nonato.
Para abrir uma conta em nome de uma criança ou adolescente, a instituição financeira exige a identificação do menor e de seu responsável legal, além da documentação necessária. As condições e exigências podem variar de acordo com o banco e o tipo de conta escolhido.
Outro ponto de atenção é a escolha da instituição e do serviço contratado. Antes da abertura, os responsáveis devem verificar tarifas, limites, serviços disponíveis e regras para utilização de cartão, Pix e aplicativo. Também é importante conferir se a instituição está autorizada a funcionar pelo Banco Central.
A segurança digital também merece atenção especial. Crianças e adolescentes que tenham acesso à conta devem ser orientados a não compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados bancários. Os responsáveis precisam acompanhar as movimentações e agir rapidamente diante de qualquer operação não reconhecida.
“A criança pode ter facilidade para usar o celular e fazer uma transferência, mas isso não significa que tenha condições de reconhecer um golpe. O acompanhamento dos pais continua sendo indispensável. A educação financeira precisa caminhar junto com a educação digital”, alerta Nonato.
Para o especialista, o Dia das Crianças pode ser um momento para iniciar uma relação mais consciente com o dinheiro, desde que a conta seja utilizada como instrumento de aprendizado e não apenas como meio de pagamento.
“Ensinar uma criança a administrar o próprio dinheiro começa muito antes da vida adulta. É preciso mostrar que existe limite, que cada escolha tem uma consequência e que segurança financeira também depende de comportamento”, conclui.
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Por: Ohoje