Problemas de rádio forçaram tetracampeão e engenheiro de corrida a serem criativos; enquanto isso, equipe austríaca começa a organizar saída de ‘GP’
Havia duas corridas no calendário atual da Fórmula 1 na lista de ‘vitórias que faltavam’ para Max Verstappen: Madring, em Madri, e Marina Bay. Dado que a F1 visitou o circuito de rua espanhol pela primeira vez este ano isso é compreensível, mas Singapura tem se revelado o calcanhar de Aquiles da Red Bull há anos. Porém, esse cenário mudou em 2026.
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Verstappen foi dominante em Marina Bay este ano, conquistando duas pole positions e duas vitórias durante o fim de semana, o qual contou com uma sprint. No domingo, o foco principal esteve na largada, uma grande dor de cabeça para a Red Bull este ano, embora o holandês tenha conseguido manter a posição desta vez.
“A largada foi crítica, mas boa o suficiente. Algo não estava particularmente certo, por isso preciso entender o que aconteceu de errado ali. Antes de soltar a embreagem, não parecia bom. Depois tivemos algumas voltas com problemas de liberação de energia, foi aí que Charles quase me alcançou na Curva 7. Assim que resolvemos, ficou tudo bem”, detalhou.
No entanto, o tetracampeão ainda precisou lidar com outro inconveniente pelo resto da corrida: o mal funcionamento do rádio. Verstappen conseguia ouvir a equipe, mas suas respostas eram ininteligíveis.
“Talvez o GP estivesse contente por não funcionar!” brincou Verstappen na coletiva de imprensa pós-corrida. “Eu não conseguia dizer nada. A certa altura, ele tentou fazer algumas perguntas em código, e acho que entendeu bem o que eu queria ou não queria dizer, mas nunca é agradável. Tenho tido dificuldades com meu rádio durante toda a temporada e este fim de semana foi particularmente ruim”.
Charles Leclerc, Ferrari, Max Verstappen, Red Bull Racing
Photo by: Joe Portlock / Getty Images
Isso significou que Lambiase teve de ser criativo para obter o feedback de Verstappen. Na fase final da corrida, pediu que o piloto permanecesse em silêncio se quisesse parar de novo em caso de safety car, ou que tentasse falar se preferisse se manter na pista.
O chefe de equipe Laurent Mekies esclareceu que os problemas de rádio eram inteiramente do lado da Red Bull, sem estar relacionados com quaisquer problemas técnicos mais amplos em Singapura.
“Não acho que sejam as circunstâncias, acho que é do nosso lado”, disse Mekies na noite de domingo. “Não foi o mesmo problema que no TL1, mas foi um pouco penoso. Estes carros são complicados e há uma enorme quantidade de diálogo que precisa acontecer entre os pilotos e os engenheiros. Mas, como viram, GP encontrou formas de se comunicar com Max e vice-versa quando era importante”.
“Claro que é algo que levamos a sério, como todo o resto. Tenho certeza de que voltaremos com uma solução forte para isso, porque pode custar tempo decisivo em momentos cruciais”, falou.
Max Verstappen, Red Bull Racing
Photo by: Clive Rose / Formula 1 via Getty Images
Hart substituirá Lambiase em Austin
Como recompensa por todo esforço, a Red Bull enviou Lambiase ao pódio, o que também surpreendeu o tetracampeão: “Não esperava isso. Lembro de ele me dizer no ano passado em Vegas: ‘Esta pode ser a última vez que estou no pódio’. Eu falei: ‘Não seja bobo, vamos vencer muito mais’. Mas acho que quase lancei uma maldição sobre mim mesmo”, riu.
“Foi muito bom terem-no mandado subir. Todos sabemos que ele vai sair, mas acho que foi muito especial compartilhar o pódio numa pista em que ainda não tínhamos vencido juntos. Foi muito bom vê-lo lá em cima”, completou.
Ao mesmo tempo, a Red Bull está planejando a transição para o futuro engenheiro de corrida de Verstappen, Tom Hart. Inicialmente, ele planejava se juntar à Williams, como engenheiro de corrida de Alexander Albon, mas quandoo tetracampeão tornou conhecida internamente sua preferência pelo sucessor de Lambiase, a Red Bull fez tudo que pôde para reverter essa mudança e manter Hart.
Ainda não há uma data oficial para quando Hart assumirá permanentemente o lugar de Lambiase, embora a Red Bull esteja conversando com a McLaren sobre a data de início do britânico e o período de licença obrigatória. O cronograma da transição depende em parte desses acordos, com 2027 surgindo como uma possibilidade.
Antes de isso acontecer, Hart e Verstappen já terão alguns fins de semana de corrida para se familiarizarem. A Red Bull confirmou ao Motorsport.com que Hart será o engenheiro de corrida do holandês em Austin, no Brasil e em Las Vegas. Lambiase, no entanto, ainda estará presente nos circuitos, trabalhando como chefe de corridas.
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Por: Motorsport.uol