RJ Mitte, ator que deu vida a Walter White Jr. em “Breaking Bad” e se tornou uma das vozes mais ativas pela inclusão de pessoas com deficiência em Hollywood, morreu aos 34 anos em sua casa em Brownsville, no Texas. A morte foi declarada por volta das 13h30 pela autoridade judicial local e é tratada como caso em investigação pela polícia.
Ator de ‘Breaking Bad’ morre aos 34 anos
Segundo a autoridade judicial do condado de Cameron, Cyndi Hinojosa, a morte de RJ Mitte foi registrada na residência do ator em Brownsville. “A causa da morte está sob investigação policial”, afirmou Hinojosa. O corpo passará por autópsia para determinar o que aconteceu.
Representantes de Mitte divulgaram um comunicado em que lamentam a perda e destacam o legado do artista. “É com profunda tristeza que comunicamos o trágico falecimento do amado ator, filantropo e apaixonado ativista pelos direitos das pessoas com deficiência, RJ Mitte”, diz a nota.
Informações não oficiais indicam a suspeita de que o ator possa ter tirado a própria vida, mas essa hipótese não foi confirmada pelas autoridades até o momento. A polícia mantém a investigação em andamento.
RJ Mitte morreu de que?
A causa da morte de RJ Mitte ainda não foi determinada oficialmente e segue em investigação. A polícia apura as circunstâncias do caso e o corpo do ator será submetido a autópsia, procedimento que deve apontar a causa exata do falecimento.
Fontes ligadas à investigação levantaram a suspeita de suicídio, mas essa versão não foi corroborada publicamente por autoridades policiais ou médicas. Até a conclusão dos exames e do inquérito, a orientação é tratar a morte como caso em apuração, sem confirmação sobre o que a motivou.
Entenda o contexto
Nascido com paralisia cerebral, condição que também marcou seu personagem na TV, RJ Mitte transformou a própria experiência em motor de ativismo. “Com base em sua própria experiência de vida com paralisia cerebral, Mitte trouxe autenticidade ao papel [em ‘Breaking Bad’] e construiu uma plataforma de conscientização e inclusão das pessoas com deficiência”, afirmou o representante do ator no comunicado.
Em “Breaking Bad”, Mitte interpretou o filho de Walter White, protagonista vivido por Bryan Cranston. Ele participou de 56 episódios da série e ganhou projeção internacional, tornando-se referência de representatividade para pessoas com deficiência no audiovisual.
Fora da produção que o consagrou, o ator atuou em filmes e séries como “Triumph”, “The Oak Room”, “The Recall” e “The Guardians of Justice (Will Save You!)”, além de participar de palestras, campanhas e projetos ligados à inclusão.
Kennedy Suarez e a vida pessoal do ator
Na vida pessoal, RJ Mitte era noivo de Kennedy Suarez. O pedido de casamento foi feito em 2025, após anos de relacionamento. A relação, que o ator compartilhava com frequência em entrevistas e redes sociais, simbolizava uma fase de estabilidade afetiva e de planos para o futuro.
Até o momento, Kennedy Suarez não se manifestou publicamente sobre a morte do ator. Amigos, colegas de elenco e integrantes da comunidade de pessoas com deficiência, porém, já iniciaram homenagens nas redes sociais, lembrando o engajamento de Mitte em causas sociais e o impacto de sua trajetória.
Impacto para a inclusão e a discussão sobre saúde mental
A morte de RJ Mitte interrompe a carreira de um dos poucos atores com deficiência física a ocupar um papel de destaque em uma grande produção de TV. Sua presença em “Breaking Bad” e em outros trabalhos abriu espaço para debates sobre representatividade, inclusão no mercado de trabalho e combate ao estigma em torno da paralisia cerebral.
Organizações e ativistas da área de direitos das pessoas com deficiência avaliam que a perda de um porta-voz com tanta visibilidade pode abrir uma lacuna no curto prazo, especialmente em Hollywood, onde a presença de artistas com deficiência ainda é reduzida. Ao mesmo tempo, o legado de Mitte tende a inspirar novos talentos e a pressionar a indústria por mais diversidade nos elencos.
A suspeita não confirmada de suicídio também reacende o debate sobre saúde mental, especialmente entre pessoas com deficiência e profissionais do entretenimento, grupos frequentemente expostos a pressão, preconceito e isolamento. Especialistas ouvidos por entidades de prevenção lembram que falar sobre o tema com responsabilidade é uma forma de incentivar a busca por ajuda e reduzir o estigma.
No Brasil, serviços como o Centro de Valorização da Vida (CVV), disponível gratuitamente 24 horas por dia pelo telefone 188, além de chat, e-mail e atendimento presencial, oferecem apoio emocional e atuam na prevenção do suicídio. Jovens de 13 a 24 anos também podem recorrer ao Pode Falar, canal anônimo e gratuito mantido pelo Unicef para acolhimento psicológico.
Por: Ncnews