
O óleo diesel é um dos combustíveis mais importantes para a movimentação da economia brasileira e goiana, por conta disso, qualquer mudança no preço ou no fornecimento pode abalar a cadeia produtiva.
Na semana passada, o diesel S500 era encontrado em média por R$ 5,35 por litro, enquanto nesta semana já ultrapassa os R$ 8 em algumas regiões. Com esse aumento, a pressão sobre os custos de produção tem crescido, impactando setores de transporte e o agronegócio.
A principal preocupação para o Estado de Goiás são possíveis dificuldades no abastecimento de óleo diesel, justamente em um dos períodos mais críticos do calendário agrícola. Nesse cenário, os produtores podem encontrar problemas durante o período da colheita da soja 2025/26, resultando em atrasos que também comprometem o plantio da segunda safra de milho.
Segundo o zootecnista e consultor financeiro Fabiano Tavares, o problema não é necessariamente a falta de diesel no País, mas a forma como a cadeia de distribuição está lidando com a volatilidade dos preços.
“O que está acontecendo é que o preço do petróleo subiu muito rápido e o diesel está sendo vendido com margem negativa. Em alguns casos, as distribuidoras chegam a perder cerca de 40 centavos por litro. Para evitar prejuízos maiores, elas estão reduzindo estoques e trabalhando praticamente no sistema just in time”, explica.
A forma que as distribuidoras estão agindo nesta situação é repor o produto conforme a demanda, comprando volumes menores. Segundo o especialista, isso diminui o risco financeiro diante das variações de preço, porém essa prática também torna o sistema mais sensível a qualquer atraso na cadeia logística.
Essa volatilidade nos preços está sendo causada pelo conflito no Oriente Médio, após o ataque dos Estados Unidos (EUA) ao Irã. Com isso, o preço dos barris de petróleo dispararam e estão pressionando diversos setores. Essa mudança repentina nos preços tem preocupado instituições de apoio e incentivo ao agronegócio.