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Goiás começa a receber nova insulina para pacientes do SUS

A rede pública de saúde de Goiás iniciou a distribuição da insulina Glargina, medicamento de ação prolongada que passará a substituir gradualmente a insulina NPH para parte dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O novo tratamento proporciona maior estabilidade no controle da glicemia e, em muitos casos, reduz o número de aplicações diárias.

Neste primeiro envio, o Ministério da Saúde encaminhou 6.085 unidades da Glargina ao estado. O medicamento já começou a ser distribuído aos municípios, mas a quantidade ainda é insuficiente para atender toda a demanda prevista.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), a divisão dos estoques seguiu critérios técnicos definidos pelo Ministério da Saúde, levando em consideração o consumo médio de insulina NPH informado por cada município. Como o volume recebido foi menor que o necessário, a pasta precisou redistribuir as unidades de forma proporcional.

Transição será gradual

A substituição da insulina NPH pela Glargina ocorrerá de forma gradual, conforme a chegada de novos lotes. A expectativa é ampliar a cobertura aos poucos até contemplar todos os pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelo governo federal.

Os pacientes que já recebem a Glargina pelo Centro Estadual de Medicação de Alto Custo (CEMAC) continuarão retirando o medicamento normalmente. A transferência desse atendimento para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dependerá de cronograma que ainda será divulgado pelo Ministério da Saúde.

Ferramenta vai monitorar demanda

Para tornar a distribuição mais eficiente, a SES-GO informou que está desenvolvendo uma plataforma para que os municípios informem mensalmente quantos pacientes iniciaram o tratamento e quantos ainda aguardam acesso ao medicamento.

Dados encaminhados ao Ministério da Saúde indicam que cerca de 505 mil pessoas vivem com diabetes em Goiás. Atualmente, o estado recebe mensalmente insulinas NPH e Regular para abastecer os municípios, além de disponibilizar análogos de ação rápida e prolongada pelo CEMAC, conforme os protocolos do SUS.