
Alexandre de Moraes apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação em que contesta as conclusões da investigação envolvendo seu nome e Daniel Vorcaro. O ministro sustenta que a apuração se apoia em inferências e afirma que não há comprovação de que mensagens atribuídas a ele tenham sido efetivamente enviadas.
Um dos principais argumentos apresentados está relacionado às 52 notas encontradas no celular de Vorcaro. Segundo a defesa, 47 delas, o equivalente a 90,4% do total, não foram identificadas em nenhuma conversa do WhatsApp analisada pela investigação. Para Moraes, a ausência dos textos nas conversas não permite afirmar que o conteúdo tenha sido encaminhado ao ministro.
A manifestação também questiona a forma como o relatório da Polícia Federal apresentou os materiais. De acordo com a defesa, os conteúdos foram tratados como possíveis diálogos entre Moraes e Vorcaro, embora não exista, no conjunto analisado, nenhuma mensagem de autoria do ministro.
Outro ponto contestado são os 228 recortes utilizados no relatório. A defesa afirma que a seleção desse material teria sido feita de maneira direcionada, com o objetivo de sustentar uma hipótese previamente estabelecida contra Moraes.
Na parte mais política da manifestação, o ministro classifica as acusações como uma tentativa de vingança com motivação político-eleitoral. Moraes afirma que os ataques seriam conduzidos por aliados de pessoas condenadas pelo STF após os episódios relacionados às tentativas de ruptura da ordem democrática e do Estado de Direito.
Moraes também afirma que a análise de 7.742 documentos não encontrou indícios de crime praticado por ele. A defesa acrescenta que o ministro nunca julgou processos relacionados ao Banco Master ou a Daniel Vorcaro.
As afirmações sobre suposto direcionamento da investigação e motivação de vingança fazem parte dos argumentos apresentados por Moraes em sua manifestação ao STF.