
O incêndio que atinge o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros voltou a avançar nesta quarta-feira (23), em Goiás, provocando a interdição de trechos da trilha que dá acesso aos saltos do Rio Preto, um dos principais pontos atrativos da unidade de conservação. O fogo começou originalmente na última sexta-feira (18), após a queda de um raio em uma área próxima ao Rio Preto. As chamas vinham sendo monitoradas e chegaram a ser controladas por equipes do Corpo de Bombeiros, do Ibama e por brigadistas do próprio parque, mas reacenderam na madrugada desta quarta-feira e voltaram a se espalhar.
De acordo com o analista ambiental do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, André Ribeiro, as equipes foram mobilizadas novamente após o reacendimento do fogo na mata. “Nessa madrugada ele reacendeu no meio da mata e espalhou. Então estamos de novo em combate, nossas brigadas e das instituições parceiras, para controlar esse incêndio o mais rápido possível”, explicou.
O analista ambiental-chefe da unidade de conservação, Sandro Raphael Borges, informou que o incêndio é acompanhado desde o início. Segundo o gestor, o foco original estava em uma área de difícil acesso, o que impediu o combate direto inicialmente e levou as equipes a optarem pelo monitoramento. “Ele estava em uma área inacessível. Então não foi possível fazer nenhum tipo de combate. Vamos ter uma atuação para conter ele agora porque essa área que ele atingiu é de mais fácil acesso”, detalhou.
Atualmente, o trabalho de contenção está dividido em duas frentes. Os brigadistas do parque atuam diretamente no combate ao fogo no interior da Chapada. Já o Corpo de Bombeiros trabalha na região conhecida como Ecovila, onde existe o risco de o incêndio alcançar as residências.
Apesar do bloqueio parcial nos caminhos de acesso aos saltos do Rio Preto, os demais atrativos do Parque Nacional continuam funcionando normalmente para os visitantes. A administração informou que ainda não é possível dimensionar a área queimada devido à ausência de imagens de satélite com a qualidade ideal necessária para a medição.
A expectativa dos gestores é controlar a situação e liberar as trilhas até quinta-feira (24).