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IA já influencia cuidados com pets, mas veterinários seguem como fonte mais confiável

IA já influencia cuidados com pets, mas veterinários seguem como fonte mais confiável

Pesquisa da Talker Research mostra que 43% dos entrevistados já recorreram à tecnologia para tirar dúvidas sobre saúde ou alimentação dos animais

por Bia Sales em

(Foto: Freepik)

A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitos tutores de animais. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que 43% dos entrevistados já usaram ferramentas como o ChatGPT para buscar informações sobre a saúde ou a alimentação dos pets.

O levantamento ouviu 2 mil tutores com acesso à internet e foi conduzido pela Talker Research, a pedido da fabricante de alimentos para animais Darwin’s Natural Pet Products. As entrevistas foram realizadas pela internet entre os dias 22 e 28 de abril de 2026.

Entre os participantes que disseram usar inteligência artificial para esclarecer dúvidas sobre os animais, a nutrição apareceu como o assunto mais frequente, citado por 55%. Na sequência ficaram sintomas e doenças, com 54%; produtos destinados aos cuidados dos pets, com 52%; e comportamento, com 50%.

Os usuários afirmaram consultar ferramentas digitais sobre os animais, em média, sete vezes por semana. A influência das respostas também chegou às decisões práticas: 59% dos que usam IA disseram já ter mudado algum cuidado com o pet depois de receber uma recomendação da tecnologia.

Veterinários continuam na liderança

Apesar do crescimento da inteligência artificial, os médicos-veterinários permanecem como a principal referência para os tutores. Segundo a pesquisa, 71% dos entrevistados apontaram esses profissionais como a fonte mais confiável de informações sobre saúde e alimentação dos animais. Apenas 14% disseram confiar prioritariamente nas ferramentas de IA.

Quando uma recomendação da inteligência artificial entra em conflito com a orientação do veterinário, 64% afirmaram que seguem a conduta indicada pelo profissional. Outros 12% disseram optar pela resposta da tecnologia.

Os dados mostram que a rapidez das ferramentas digitais ainda não eliminou as dúvidas. Embora 90% dos participantes tenham afirmado que a IA e os recursos disponíveis na internet os fizeram sentir mais informados, 50% admitiram ficar inseguros, ao menos algumas vezes, depois de pesquisar sobre os cuidados com os animais.

Além disso, 30% dos usuários disseram que a inteligência artificial já aumentou a preocupação com a saúde do pet. Saúde e nutrição foram os temas que mais provocaram dúvidas sobre as decisões tomadas.

Credenciais pesam mais que respostas automáticas

Na hora de avaliar se uma orientação é confiável, 57% dos tutores disseram considerar principalmente a formação e as credenciais profissionais da fonte. Experiências pessoais foram citadas por 34%, enquanto estudos científicos apareceram nas respostas de 31%.

A precisão atribuída às respostas produzidas por inteligência artificial foi considerada um dos principais critérios de confiança por somente 11% dos entrevistados.

O levantamento também revelou que apenas 27% confiam nas orientações da IA tanto quanto nas recomendações de especialistas. Para 89%, a tecnologia não consegue substituir a intuição e a experiência de quem convive diariamente com o animal.

Mesmo assim, 52% acreditam que a inteligência artificial se tornará uma ferramenta comum nos cuidados com os pets dentro dos próximos cinco anos.

A pesquisa reforça que a IA pode auxiliar em consultas rápidas e na organização de dúvidas, mas não substitui a avaliação individual feita por um médico-veterinário. Problemas de saúde, sintomas persistentes e mudanças na alimentação devem ser avaliados por um profissional habilitado.

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Por: ohoje.com