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Fachin afirma que inquérito das Fake News deve ser arquivado

Fachin afirma que inquérito das Fake News deve ser arquivado

Presidente da Suprema Corte diz que vai concluir análise de pendências antes de encerrar o caso

por Thiago Borges em

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informou que pretende encerrar o inquérito das Fake News, aberto em 2019. Em ofício encaminhado nesta sexta-feira (9) ao ministro Luiz Fux, Fachin sinalizou que pretende encerrar a investigação de forma definitiva. 

A manifestação foi feita um dia depois de Fux solicitar o envio de processos sigilosos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A determinação prevê que a secretaria judiciária encaminhe ao gabinete do ministro documentos, anexos, apensos e mídias referentes aos inquéritos das Fake News e das milícias digitais, além da investigação sobre a trama golpista.

No entanto, Fachin esclareceu que os procedimentos instaurados contra Bolsonaro, com exceção do inquérito das Fake News, não estão mais sob sigilo e já podem ser consultados por Fux. No caso da investigação sobre notícias falsas, o acesso deverá aguardar a conclusão do levantamento conduzido pela presidência do tribunal.

De acordo com o ofício, foram identificados 108 procedimentos investigatórios vinculados ao inquérito. Fachin informou que a Corte ainda precisa verificar se existem pendências processuais ou solicitações de diligências a serem atendidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal (PF). Somente depois dessa etapa deverá ser formalizado o arquivamento.

“Pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito”, disse Fachin.

A intenção de encerrar o caso se insere em uma mudança recente na condução do procedimento. No mês passado, Fachin retirou do ministro Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito, que havia sido aberto em março de 2019. A investigação foi instaurada durante a presidência de Dias Toffoli no STF, sob a justificativa de combater a circulação de notícias que, segundo o então presidente, atingiam a honorabilidade e a segurança da Corte, de seus integrantes e familiares.

Na ocasião, Toffoli designou Moraes para conduzir o caso. Desde então, o inquérito passou a reunir procedimentos relacionados à disseminação de notícias falsas e a possíveis ataques contra o Supremo.

A solicitação de Fux para consultar os processos ligados a Bolsonaro ocorre enquanto Fachin conduz a revisão dos procedimentos associados à investigação. Por ora, o presidente do STF condiciona a liberação do material específico do inquérito das Fake News à conclusão dessa análise, antes de avançar para o encerramento formal do caso.

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Por: ohoje.com