Piloto francês cita caso de Colapinto em Baku, com o argentino carregando uma punição para o grid de Sepang
Pierre Gasly questionou a decisão da FIA de tratar como incidente de corrida o toque de Lando Norris contra Oscar Piastri na corrida sprint do GP de Singapura de Fórmula 1, citando a punição dada a Franco Colapinto na relargada da etapa de Baku, há duas semanas.
Leia também:F1: Russell recebe nova punição de grid antes do GP de SingapuraF1: GP de São Paulo terá venda extraordinária de ingressos na próxima quarta-feira; saiba mais F1: Em Singapura, Mercedes “começa a ver” o que pacote de atualizações da Malásia “pode oferecer”
“Temos comissários para isso. Eles tomaram a decisão. Seja o que for que o eles digam, eles têm razão,” disse. Esta é a linguagem codificada que os jogadores de futebol e os treinadores normalmente usam quando discordam do árbitro.
A dupla da McLaren vinha em quarto e quinto, atrás da Ferrari de Charles Leclerc, que sofria com a degradação de seus pneus. Na última volta, Norris atacou Piastri pela linha interior na Curva 5.
Norris estava totalmente comprometido quando Piastri tomou a sua trajetória e os carros colidiram, atirando Piastri contra a barreira. Enquanto o australiano abandonou, o atual campeão se recuperou para terminar em oitavo, à frente de Gasly.
Norris foi devidamente investigado pelos comissários, mas a colisão foi considerada um incidente de corrida em um boletim divulgado durante a classificação, cerca de três horas depois.
Naturalmente, Gasly tem interesse em questionar a decisão, já que teria marcado um ponto se Norris tivesse sido penalizado, mas o francês tinha um argumento a mais já que, no início desta série de três corridas consecutivas o companheiro de equipe de Gasly, Colapinto, foi punido por um incidente no Azerbaijão.
Colapinto travou as rodas na primeira curva em Baku na relargada da corrida, atingindo Gasly, que depois foi projetado contra Norris. O acidente tirou ambas as Alpines da corrida. Pelo abandono, Colapinto, considerado culpado pelo incidente, teve que carregar uma punição para o grid de Sepang.
Franco Colapinto, Alpine, Nico Hulkenberg, Audi F1 Team
Photo by: Joe Portlock / Getty Images
Embora o chefe da Alpine, Flavio Briatore, tenha ficado furioso com Colapinto após o acidente, sugerindo que o piloto argentino poderia enfrentar sanções internas, a análise subsequente dos dados revelou que Colapinto tinha travado apenas cerca de 3% mais forte do que o habitual naquela curva.
Na mesma relargada, as RB de Liam Lawson e Arvid Lindblad vinham em 12º e 14º, com a Haas de Esteban Ocon entre eles. Ao tentar ultrapassar ambos, Lindblad ficou preso e tocou no seu companheiro de equipe, fazendo-o rodar e abrindo um buraco no fundo do carro de Lawson.
Os comissários optaram por não penalizar Lindblad, dizendo que a colisão foi causada pelo “espaço restrito disponível para [Lindblad] e pela reação em cadeia causada pelo incidente à frente”.
Mas depois Lawson viu a situação com outros olhos, dizendo: “Obviamente não vou protestar contra o meu companheiro, mas… não entendo, porque fui atingido com tanta força que abriu um buraco no meu carro”.
O documento dos comissários que explicava a decisão de não punir Norris dizia: “O piloto do Carro 81 explicou que não esperava que o Carro 1 tentasse uma ultrapassagem e, depois de virar, reparou no Carro 1 pelo interior e tentou deixar espaço”.
“O piloto do Carro 1 disse que viu uma oportunidade de ultrapassar. Disse que o eixo dianteiro do seu carro estava à frente do espelho do Carro 81 antes da curva e, por isso, esperava que lhe fosse deixado espaço. Ao aproximar-se, o espaço era menor do que tinha antecipado, pelo que teve de usar o corretor interior, travou e ocorreu uma colisão”.
“Os Comissários consideraram que ambos os pilotos contribuíram para o incidente e que nenhum dos pilotos foi total ou predominantemente culpado pela colisão. Portanto, os Comissários decidiram não tomar mais nenhuma medida.”
Os pilotos lamentam frequentemente a (in)consistência das decisões dos comissários, mas neste caso Gasly foi claro ao dizer que teria algo a ganhar se Norris tivesse sido punido.
“Eu teria marcado um ponto se o Lando tivesse sido penalizado,” disse ele. “Não se deve propriamente bater no companheiro de equipe. Não vou seguir por esse caminho. São mais duas colisões entre companheiros. Não há mais investigação. Tenho a certeza de que vamos discutir isso com os comissários”.
Max REVIVE, F1 não é à PROVA D’ÁGUA, Kimi QUASE LÁ, 2ª força INDECIFRÁVEL, Hamilton, BORTOLETO e cia
Ouça a versão em áudio do PODCAST Motorsport.com:
Your browser does not support the audio element.
ACOMPANHE NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:
SpotifyDeezer Amazon MusicApple Podcasts
Faça parte do nosso canal no WhatsApp: clique aqui e se junte a nós no aplicativo!
Por: Motorsport.uol