Comandante do time de Maranello falou sobre a escolha tática equivocada do heptacampeão mundial; confira no Motorsport.com
Enquanto o chefe da equipe Ferrari na Fórmula 1, Fred Vasseur, enfrentava a imprensa após o GP de Singapura de 2026, o assunto em destaque era Lewis Hamilton.
A maioria das perguntas girou em torno da estratégia malsucedida que fez Hamilton cair de terceiro para sexto na corrida de Marina Bay, ao permanecer na pista durante o regime de safety car virtual (VSC) — gerado pelo abandono do canadense Lance Stroll, da Aston Martin — e ter de completar um enorme stint de 44 voltas com pneus macios.
Nas últimas 22 delas, Hamilton perdeu em média 2s5 por volta em relação ao companheiro de equipe, o monegasco Charles Leclerc. Foi assim que ele acabou em sexto, atrás de Andrea Kimi Antonelli, italiano da Mercedes, e dos pilotos da McLaren, o britânico Lando Norris e o australiano Oscar Piastri.
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Vasseur enfrentou o escrutínio de jornalistas interessados em entender, no mais alto nível de detalhe, como aquela decisão foi tomada. E o francês não estava gostando dessa perspectiva: ele chegou a interromper a primeira pergunta, sugerindo que aquilo não era necessariamente “o grande acontecimento do fim de semana”.
Ainda assim, o pedido de desculpas de Hamilton pelo rádio após a corrida deixou claro que ele havia tomado a decisão de permanecer na pista durante o VSC – então como exatamente essa discussão se desenrolou?
“[Foi] muito claro,” insistiu Fred. “Estávamos em P2-P3 na pista. Chamamos dois carros: ‘Pessoal, vocês param nos boxes atrás do VSC’. Um dos meus pilotos disse: ‘Não, prefiro ficar na pista’. Ou ele não disse – ele na verdade disse: ‘Perdi a entrada dos boxes’. Não culpem a equipe”, seguiu o comandante do time de Maranello.
Frederic Vasseur, Ferrari
Photo by: Anni Graf – Formula 1 via Getty Images
Vasseur, que ainda não havia falado com Hamilton no momento em que falou com os jornalistas, disse que a decisão de Lewis foi “claramente um erro”.
Mas é aceitável que um piloto contrarie a estratégia da equipe, já que ele não tem os mesmos dados exaustivos e a visão global que os engenheiros têm?
“Quando você vê o resultado, não foi uma boa decisão,” admitiu Vasseur. “Mas, por outro lado, com bastante frequência vocês também nos dizem que precisamos ouvir os pilotos, porque eles estão dentro do carro, têm a sensação dos pneus e assim por diante.
“Mas acho que, neste caso, estava claro para mim. Mas também preciso respeitar a sensação deles quando estão dentro do carro”, completou o chefe da Ferrari.
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Por: Motorsport.uol