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Democratas ‘viram’ na Carolina do Norte e ameaçam maioria republicana no Senado dos EUA

Os Estados Unidos realizaram na terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, que recompõem a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Para o pleito atual, estão em disputa 35 assentos na Casa Alta e todas as 435 cadeiras na Casa Baixa.

Até às 0h01 desta quarta-feira (4), a agência de notícias Associated Press (AP) mostrou que o Partido Democrata venceu a disputa em: Carolina do Norte, Colorado, Delaware, Geórgia, Illinois, Massachusetts, New Hampshire, Nova Jersey, Novo México, Rhode Island e Virgínia. Dessa forma, a legenda chega a 45 assentos no Senado.

Já o Partido Republicano venceu em: Flórida, Kentucky, Oklahoma, Virgínia Ocidental e Wyoming. A sigla do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contabiliza 36 cadeiras na Casa Alta.

Na Câmara dos Representantes, os democratas somam 102 assentos contra 57 dos republicanos. Para deter a maioria, um partido precisa conquistar 218 cadeiras na Casa Baixa.

Os Estados Unidos não possuem um órgão que centraliza a apuração, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Brasil. Esse trabalho é feito pela imprensa. Desde 1848, a AP agrega os dados.

Em razão do fuso e das regras de cada estado, a votação nos Estados Unidos encerra em horários diferentes. A Califórnia, o Oregon e Washington continuam a receber cédulas até às 1h (de Brasília). No Havaí, até às 2h (de Brasília), e, no Alasca, até às 3h (de Brasília).

Projeções

A vitória dos democratas na Carolina do Norte marca uma “virada” sobre os republicanos na busca pela retomada do controle do Senado. Anteriormente, a cadeira do estado era ocupada pelo republicano Thom Tillis. Ele optou por não concorrer à reeleição e o assento estava em aberto.

Segundo compilado de projeções da 270towin, a expectativa é de que o Partido Democrata chegue a 52 assentos na Casa Alta contra 46 cadeiras do Partido Republicano. Levantamentos também indicam que a legenda irá deter a maioria na Câmara dos Representantes.

O que são as midterms?

As eleições de meio de mandato são realizadas a cada dois anos, na metade do ciclo presidencial de quatro anos. A votação possibilita a renovação da Câmara dos Representantes e de cerca de um terço das 100 cadeiras do Senado, além de eleger governadores e representantes de assembleias legislativas em diversos estados.

Os deputados têm mandatos de dois anos, por isso todos os assentos da Câmara são colocados em disputa a cada eleição. Já os senadores cumprem mandatos de seis anos.

Embora o presidente não esteja na disputa, as midterms são consideradas um termômetro político da avaliação do governo pela população. O resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso e determinar se o partido do chefe de Estado continuará com maioria nas duas Casas ou se a oposição assumirá o controle de uma delas ou de ambas.

A importância da votação está no papel do Congresso no sistema político norte-americano. Câmara e Senado participam da aprovação de leis, do orçamento federal e da fiscalização do governo. O Senado também tem a atribuição de aprovar indicações feitas pelo presidente para cargos importantes, como ministros e juízes da Suprema Corte.

Assim, quando o partido do presidente perde a maioria em uma das Casas, o governo pode enfrentar mais dificuldades para aprovar propostas e colocar em prática suas prioridades. A oposição também ganha espaço para convocar investigações e questionar decisões da administração federal.

Por: Jovempan